segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

um último

Custa tanto uma despedida. Custa tanto não ter oportunidade de despedir. Custa-me tanto não te ter dado um último abraço. Dói-me. Destrói-me. Cada vez que penso profundamente no assunto, fico triste, fico completamente afetada. Porque é que eu não tive direito a um último abraço? Poderia custar-me muito, mas eu queria, queria mesmo! E continuo a querer! Agora não posso ter nada, não posso ter abraços, não posso ter beijinhos, não posso chamar por ti, não podemos passar tempo juntas, não podemos jogar as cartas, não podemos nada!Não podemos nada porque eu estou sem ti, porque eu nunca mais te vou ver. Não podemos nada porque tu foste embora, de maneira injusta, foste embora. Não podemos nada porque, simplesmente, morreste. Mas não morreste para mim! Não! Eu entro em casa e ainda penso que vais estar lá, acreditas? É verdade, é mesmo verdade. Depois caio em mim e afinal, não estás lá... Eu quando tenho alguma dificuldade penso em ti e peço-te para me ajudares, mas não ouço a tua resposta. Não consigo ouvir a tua resposta; por vezes tento imaginá-la, mas tenho receio de que esteja a imaginar uma resposta que não corresponde à que me darias. Preciso de ti, preciso mesmo muito de ti. Agora, já! Preciso que me ouças, que me apoies. Dava o tempo que fosse preciso da minha vida, para apenas mais 24 horas a teu lado. Foste, és e serás tudo para mim. Afinal, eu só queria um último abraço...

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